CRAV venceu Campeonato Nacional 2 e já pisca o olho à primeira Liga

Depois de ter esmagado o Guimarães RUFC nas meias-finais por uns expressivos 25-6, o Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV) chegou e venceu a Final do Campeonato Nacional 2 (CN2), batendo o Clube de Rugby São Miguel, na Bairrada, por uns mais “nervosos” 13-11 no marcador.
O momento é por isso de orgulho, sentimento transversal a todos atletas do CRAV quando vestem a camisola do clube de Arcos de Valdevez mas, depois de conquistado o CN2, é hora de fazer balanços e de traçar também novos objetivos.

Renato Rodrigues pendurou as chuteiras na época passada e depois de dedicar-se durante vários anos aos escalões de formação, este foi o seu primeiro ano enquanto treinador da equipa sénior. “Foi uma época positiva. Eu e a equipa técnica centramos os objetivos e conseguimos ser campeões!”, afirma.

Com uma época regular demonstrando a força da equipa arcuense em todos os jogos, o caminho acabou por ser desafiante e compensador. Para Rui Pedro Aguiam, que também tem o rugby no sangue, o maior desafio foi conseguir manter um “treino completo” pela ausência de vários jogadores uns por motivos profissionais e outros que estudam longe de Arcos de Valdevez, mas as próprias viagens para defrontar as equipas do mesmo campeonato também foi um dos obstáculos. “Nós de 15 em 15 dias temos que fazer uma viagem a Lisboa e isso é muito complicado para nós. É difícil passar um dia inteiro no autocarro, no fundo só paramos quatro horas para almoçar, equipar, jogar e voltar para cima. São oito ou nove meses de muito esforço”.

Embora no Norte do país haja cada vez mais equipas de rugby, este tem vindo a ser um processo lento e grande parte dos jogos acontecem no centro e sul do país. Esforço que é partilhado por todos os colegas de equipa e Viriato Teixeira, jogador há já 14 anos pelo CRAV, garante que não há palavras para descrever o espírito que se vive no clube, o convívio e a forma como se interpreta este desporto. “É um desporto de contacto, não tem nada a ver com violência e depois de acabarem os jogos ficamos sempre todos juntos, é diferente. Vejo as equipas de futebol aqui da terra que quando acabam os jogos cada um vai para seu lado, nós não, nós ficamos todos juntos a conviver. É diferente”. Ideia partilhada pelo colega de equipa Lino Sá que diz que estes jogos têm sempre três partes, duas que são jogadas e uma terceira de convívio na esplanada do clube. Já para a próxima temporada acreditam que vai haver dificuldades mas têm um objetivo a cumprir. “Claro que vai ser para tentarmos ser campeões outra vez e subir à primeira liga de Portugal”, afirma Lino Sá.

Renato Rodrigues que vai continuar a orientar os destinos da equipa sénior do CRAV garante que a próxima época vai ser “bem mais difícil do que foi esta época” porque a Federação está a mudar os regulamentos e os campeonatos e vão descer algumas equipas da primeira divisão.

Com um campeonato que será ainda mais competitivo pela frente, resta ao CRAV continuar a marcar presença na liderança e a fazer história para o clube que representam e para orgulho também dos arcuenses que os apoiam.

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