PS Arcos de Valdevez. João Braga Simões responde a Germano Vieira

“Não tenho queda para a política porque gosto de andar de pé na política, sem quedas e sem tácticas rasteiras”

O Presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do PS de Arcos de Valdevez, João Braga Simões, reagiu ao desmentido feito por Germano Vieira, na sequência da quebra de confiança que a estrutura local manifestou, através de votação, neste membro do partido.

Após a concelhia socialista ter votado por unanimidade a retirada de confiança política a um dos seus mais antigos militantes [conforme noticiamos a 3 de Junho], por “reiterado comportamento lesivo do bom nome do PS de Arcos de Valdevez”, Germano Vieira recorreu à Comissão de Jurisdição da Federação Distrital do PS para pedir a impugnação da decisão dos órgão locais do partido.

Em declarações ao AVV [em notícia publicada a 7 de Julho], Germano Vieira negava as acusações feitas por João Braga Simões, considerando que o facto de contestar a linha de actuação do partido e “algumas críticas internas” não eram coincidentes com as acusações que o líder da concelhia referia.
João Braga Simões refere, no comunicado que reproduzimos abaixo, que “a análise ao comportamento do militante visado foi feita em sede própria” e que “neste caso, de facto não houve divergência interna”.

“Num ponto Germano Vieira tem razão, não tenho queda para a política. Porque gosto de andar de pé na política, de cabeça erguida, sem quedas, sem táticas rasteiras e sem ser à altura do chão”, atira o líder da CPC arcuense no comunicado.

 

João Braga Simões

Declaração de resposta do Presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Arcos de Valdevez:

Por princípio, esta Comissão Política trata destes assuntos internamente, no local próprio, que é a sede do Partido Socialista. Não tomamos posições públicas sobre nenhum militante, qualquer que ele seja, porque entendemos que a dinâmica de um partido não é sempre consensual, como é saudável numa estrutura activa como o PS de Arcos de Valdevez e porque, igualmente entendemos que divergências existirão sempre e são elas que alimentam a vida interna de um partido e da sociedade. Faz parte da normalidade democrática.

Caso bem diferente, é o putativo estatuto de militante histórico servir para justificar ofensas pessoais e comportamentos pouco dignos para a estrutura que eu, com orgulho, represento e dirijo e para os seus legítimos representantes.

Existe uma exigência de decência e uma referência moral que devem ser pilares das organizações políticas, quaisquer que elas sejam, e as divergências, por mais agudas, não podem nunca abalar esta fundação, sob pena do descrédito e do desrespeito institucional e pessoal.
No que a este caso diz respeito, trata-se apenas de isto: uma Comissão Política Concelhia de um Partido que deixou de ver num seu militante um digno representante e tomou a decisão legítima, democrática e unânime de lhe retirar a confiança política.

A análise ao comportamento do militante visado foi feita em sede própria, na Comissão Política do Partido e, neste caso, de facto não houve divergência interna. Foi consensual a decisão de retirada de confiança política depois de analisados os factos. Esses factos não serão expostos aqui porque acima de tudo o nosso dever é preservar a honra e dignidade da estrutura. E porque, neste momento, corre um processo na Comissão de Jurisdição que os analisará e da qual aguardamos tranquilamente veredito.

Entretanto, o PS está dedicado àquilo que é o seu dever perante os arcuenses, fazer a oposição ao partido que está no poder. É esse o meu mandato enquanto presidente da CPC de Arcos de Valdevez, e foi esse o voto de confiança que obtive dos militantes e arcuenses que me elegeram. Não tenho interesse nenhum em dedicar o meu tempo político à oposição a outros militantes do meu partido. O meu dever de oposição é para com os outros partidos.

O trabalho do PS de Arcos de Valdevez prossegue, com uma organização unida e reforçada, cumprindo a sua obrigação de preparar a alternativa para o Concelho, apontar caminhos alternativos, denunciando aquilo que consideramos serem estratégias erradas e representando condignamente os arcuenses que nos elegeram. Prova disso é o esforço recente de aproximação à comunidade, o aumento do número de militantes, a fiscalização atenta ao executivo que fazemos na Assembleia Municipal e a oposição construtiva que a Vereadora do PS, Dora Brandão, faz nas reuniões de Câmara.

Internamente, poderíamos ainda falar das iniciativas de formação autárquica para os eleitos do PS em temáticas como a contabilidade autárquica, a Diáspora, com a presença de José Luís Carneiro (Sec. de Estado das Comunidades) e ainda a próxima iniciativa, a realizar no dia 21 de Julho, com a presença em Arcos de Valdevez de António Mendonça Mendes, actual Sec. de Estado Assuntos Fiscais. Acreditamos que é este o caminho para garantir um futuro para todos os arcuenses. E neste objectivo não seremos jamais impugnados.

De facto, num ponto Germano Vieira tem razão, não tenho queda para a política. Porque gosto de andar de pé na Política, de cabeça erguida, sem quedas, sem táticas rasteiras e sem ser à altura do chão.

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