Arcos de Valdevez reclama redução de portagens na A3

Programa de Valorização do Interior não contemplou “uma das maiores pontes de internacionalização da economia portuguesa”… no interior

O presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, pede a inclusão da A3 – a auto-estrada que liga o Norte do país a Espanha, na fronteira Valença-Tui – no Programa de Valorização do Interior aprovado pelo Governo a 14 de Julho em reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

O autarca entende que esta auto-estrada “também deve merecer a atenção do programa de redução nas portagens”, uma vez que seis dos dez concelhos alto-minhotos “estão completamente integrados nos territórios do interior, de baixa densidade”.

“São territórios onde é necessário haver apoio e diferenciação positiva para que seja possível atrair empresas e criar emprego neste território”, considerou João Manuel Esteves em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do programa das festas concelhias que irão decorrer no próximo mês de Agosto.

A revisão deste programa reforça algumas vantagens que já vinham sendo aplicadas desde 2016 em algumas auto-estradas do interior, nomeadamente na A4 (Transmontana e Túnel do Marão), A22 (Algarve), A23 (Beira Interior), A24 (Interior Norte) e A25 (Beiras Litoral e Alta), tendo incluído nesta última revisão a A13 (Pinhal Interior) e a A28 (Norte Litoral). A A3 está, até ao momento, fora da lista.

“Todos os municípios do Alto Minho tem pelo menos uma Freguesia num território de baixa densidade, e seis desses municípios são territórios de baixa densidade. É justo e necessário que o Governo também coloque a A3, que atravessa o Alto Minho, no programa de redução de portagens”, considerou o autarca
João Manuel Esteves defende que a ligação comercial com a Galiza deve merecer esta vantagem, assegurando que a economia portuguesa e da região Norte assenta também nesta “intensa relação” com Espanha, sendo um dos principais destinos da produção nacional.

“Deve ser uma das auto-estradas que tem de ter, sem dúvida, essa redução. Estamos num território do interior, reconhecido no acordo Portugal 2020, e temos aqui uma das maiores pontes de internacionalização da economia portuguesa”, sublinhou o autarca.

Recomendado:

0 comentários