Hotel Ribeira revitaliza-se, muda de gestão e de nome

O Hotel Ribeira, que Arcos de Valdevez se habituou a ver como o seu hotel de referência desde os anos 20 do século passado, muda de gestão, de nome e revitaliza-se rejuvenescendo.

Com a denominação Ribeira Collection Hotel, esta unidade resulta da reabilitação do antigo Hotel Ribeira levada a cabo pela empresa gestora de activos OCRAM que, após a criação da Piemonte Hotels, resolveu chamar o hotel arcuense para primeira unidade.

Ribeira Collection Hotel. Foto © DR

Com 33 quartos e quatro suites configurados com uma decoração que vai ao património natural e cultural de Arcos de Valdevez e do Parque Nacional da Peneda-Gerês beber a inspiração, conta ainda com restaurante, dois bares, espaço interior com jardim vertical, spa e acesso directo ao rio Vez através do jardins.

Apresentado como um hotel de quatro estrelas de charme, cujo projecto de reabilitação foi assinado pelo arquitecto arcuense Pedro Barros Pinto, tem como objectivo, segundo o que Marco Rodrigues Dias, responsável pela OCRAM, declarou à Publiturs Hotelaria, «providenciar um serviço de grande qualidade» inserido num grupo que tenha como conceito «privilegiar a elegância e a distinção».

Já aberto, mas com as plataformas de reservas ainda inactivas, o Ribeira Collection, segundo depoimento daquele responsável ao AVV, irá arrancar em pleno nas próximas semanas. Para já, as reservas apenas poderão ser feitas ao balcão.

 

Hotel Ribeira, breve história

Fundado por José Maria da Ribeira na década de 20 do século passado como uma pequena unidade familiar, o Hotel Ribeira veria a sua propriedade passar para os filhos do seu fundador já na década seguinte.

Com um enquadramento paisagístico privilegiado, à margem do rio Vez e à saída da ponte, o Hotel Ribeira foi sempre o ambiente eleito por aqueles que tinham necessidade de um espaço distinto de tudo o resto, quer para uma homenagem, quer para um casamento, quer para outros eventos de maior relevância para a vida social da vila.

Os períodos de pré e pós Grande Guerra, com as consequentes crises humanitárias, económicas e financeiras que lhe estiveram associadas, trouxeram consigo um certo apagamento a esta unidade hoteleira. Apenas em finais da década de 50 e princípios da de 60, sob a gestão de dona Conceição Ribeiro, mulher dinâmica e corajosa, retomaria o vigor de épocas passadas.

A instabilidade voltaria, contudo, a reinar, após ter sido adquirido por Joaquim Amorim Pinto, numa altura em que, em Portugal, fora restabelecida a democracia, ao fim de 48 anos de ditadura e 13 de uma guerra colonial devastadora.

Depois disso, o Hotel Ribeira, já esteve debaixo do manto protector da Câmara Municipal, já foi escola de hotelaria, voltou a ser hotel por conta de intervenções pouco claras, para, finalmente agora, tentarem reabilitá-lo com a promessa de novos voos.

 

Anúncio do hotel Ribeira publicado pelo jornal a Concórdia de 1934.

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