Conservatório arcuense muda aprendizagens artísticas para as margens do Vez

A inauguração das novas instalações do Conservatório de Música e Dança de Arcos de Valdevez (CMDAV), no dia 28 de Julho, deu continuidade à actividade de uma escola que, por si só, já tinha como base um edifício com relevante importância para a formação académica do concelho.

As novas instalações, no edifício onde se concentra também o atelier de pintura do artista arcuense Taroza (António Aguiar) – que entrevistamos a propósito da sua colaboração artística com o Jornal AVV, pode saber mais aqui – na Rua Dr. Teixeira de Queiroz, serão a nova casa do Conservatório que promete levar o espectáculo ao outro lado da margem.

Novas instalações do CMDAV na Rua Dr. Teixeira de Queiroz. Foto © Jornal AVV / Artur Azevedo

As instalações que anteriormente serviram a actividade formativa do Conservatório, na antiga Escola Primária da vila, serão agora direccionadas para uma “oficina de criatividade em torno da figura do Padre Himalaia”, anunciou o presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, presente nesta inauguração.

Além da representação autárquica, a cerimónia contou ainda com mais de duas centenas de pessoas, entre alunos, pais, encarregados de educação e público em geral que quis assistir a esta mudança e aos momentos de expressão artística que foram pontuando o momento festivo.

Tratando-se de arte, a comunidade de alunos e professores e alunos do Conservatório acabaria por primar pela originalidade nesta apresentação, introduzindo os convidados através de vários cenários até à chegada à sua (agora) casa-mãe. Assim, à apresentação musical em viola, junto à ponte centenária, seguiu-se a actuação dos alunos de concertina e ainda um “comovente” momento ao som dos violinos, na escadaria da Igreja de S. Paio. Já nas novas instalações, foi feita uma apresentação pelos alunos de Karaté, seguindo-se um momento em saxofone, piano e dança.

Membros da direção do Conservatório de Música e Dança de Arcos de Valdevez (CMDAV). Foto © Jornal AVV / João Martinho

No que respeita aos momentos musicais, a noite teria ainda uma pequena actuação do corpo docente, que interpretou, entre outros, o tema “A Oração” de Andrea Boccelli e Celine Dion.
“Estamos convictos de que, ao conseguirmos concretizar a ambição de melhorar as condições de aprendizagem a todos os que pertencem ao CMDAV, estamos a enaltecer a cultura arcuense e a contribuir o desenvolvimento pedagógico dos nossos alunos”, destacou a Direcção do Conservatório.

O presidente da Câmara arcuense destacou a resiliência de António Aguiar para que o propósito artístico do imóvel se mantivesse, apesar de eventuais tentações em vocacionar o edifício para outras utilidades. “Podia ter sido um restaurante, o espaço é bonito, mas manteve-o assim. O toninho [António] Aguiar e a equipa de Direcção estão de parabéns, conseguiram unir-se em torno de algo extremamente importante, que é termos espaços onde pequenos e graúdos se possam cultivar culturalmente”, congratulou o autarca.

Estes espaços vivem da vossa presença. Aquilo que se pretende e o desafio que nós, na Câmara, lançamos ao Conservatório, foi que fizesse a passagem de muitos eventos. Temos uma Casa das Artes que está na outra margem e que faz muitas iniciativas por todo o concelho, mas queríamos também ter aqui um Conservatório que fizesse essa passagem”, sublinhou João Manuel Esteves.

Note-se que o Conservatório manterá aulas articuladas com o ensino público, permitindo às crianças do 5º e 6º ano de escolaridade terem aulas nestas instalações, em vez do contexto tradicional da sala escolar de muitas outras matérias.
“É um desafio para os pais, mas uma satisfação para nós, dizer que temos essa oferta formativa a partir da própria escola e que a escola se abre à comunidade”, concluiu o edil.

Recomendado:

0 comentários