“Seria muito mau” se o fim de Agosto tivesse sido também o fim do apoio ao Empreendedorismo Rural

Desde 2015 que a realidade do sistema de incentivos às empresas apresenta valores substancialmente superiores ao histórico que o país apresentava até então. A garantia da franca melhoria no apoio às empresas foi dada pelo Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Alexandre Ferreira, na abertura da iniciativa “Norte Empreende – Sabores e Saberes Rurais”, que se realizou na alfândega do Porto no passado mês de Julho.

No entanto, com o fim do mês de Agosto e o fim do período de aplicação do projecto EMER-N – Empreendedorismo em Meio Rural na Região Norte (uma ferramenta de apoio vocacionada para os micro e pequenos negócios, aplicada entre Setembro de 2016 e Agosto 2018) é tempo de reorganizar a casa. O que se segue ao fim do programa que orientou centenas de jovens empresários da região?

O coordenador do projecto e presidente da In.Cubo, Francisco Araújo, acredita que o fim de Agosto não foi o fim do EMER-N. “Seria muito mau se a parceria constituída, as relações estabelecidas, o conhecimento adquirido e o carácter inovador de um projecto que se estende a toda a região Norte viesse agora perigar por não ter continuidade. O projecto teve sucesso, quer quanto à constituição da parceria, quer quanto ao funcionamento e aos resultados obtidos. É algo que se justifica”.

O acompanhamento dos jovens empresários do interior do país implica uma equipa de técnicos que o coordenador do projecto não quer ver dissolvida quando ainda não terminou a sua missão.

“Temos 40 mentores no território, capacitados e com condições, que estão a desenvolver acções de mentoria junto dos empreendedores, mais 20 especialistas na área universitária. São 60 pessoas que estão a ser apoiadas por estes fundos que estão a trabalhar na resolução dos problemas dos empreendedores”, indicou Francisco Araújo.

Afinal, o propósito deste apoio é um dos problemas do país e do mundo no que respeita ao despovoamento de alguns territórios por falta de dinâmica empresarial. “Só conseguimos estancar a diminuição demográfica do interior, melhorar os níveis de desenvolvimento e combater os problemas que o interior hoje apresenta com uma base económica, com a criação de riqueza e de emprego”, observou ainda.

Os sectores do turismo, lazer e produtos autóctones poderão ser os novos pilares da economia dos territórios do interior. A orientação é do director da incubadora empresarial arcuense mas, para que resulte, considera que os novos empreendedores do interior precisam que o apoio seja equitativo.

“O interior tem vida, tem empreendedores e necessita de ter apoio como é dado a outros territórios, como o litoral. O investimento feito no interior também é reprodutivo, mas tem é de ser feito investimento, porque sem ele não há rentabilidade”.

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