Construir a Alternativa

Passado pouco mais de um ano sobre as Eleições Autárquicas de 2017 e um ano sobre a eleição da Comissão Política Concelhia do PS que me elegeu como seu Presidente, é tempo de fazer um balanço ao trabalho desenvolvido pelo PS e pelos seus legítimos representantes. 

Partimos para 2018 com a noção do enorme desafio que tínhamos pela frente, saídos de umas eleições difíceis com um resultado menos expressivo do que o trabalho e o projecto que apresentamos aos eleitores faziam prever. No entanto, mantivemos a visão do que deve ser uma instituição partidária de oposição no concelho como o de Arcos de Valdevez e como terá que ser quando ganhar o poder. Ouvimos o que os arcuenses pretendem do maior partido de oposição, acolhemos os contributos daqueles que dentro da estrutura estão interessados em construir um partido vencedor e arregaçamos as mangas. Percebemos que depois de pôr a máquina em movimento, qual Lei de Newton, geramos uma força centrípeta que trouxe para o nosso núcleo mais militantes, mais simpatizantes e mais obreiros da construção da Alternativa. E, naturalmente, este mesmo movimento de avanço gerou também uma força centrífuga que afasta do seu núcleo alguns elementos menos alinhados. Felizmente, estes últimos tornaram-se satélites vigilantes em órbita, sempre alerta para correções na trajectória e assistindo ao movimento inexorável da máquina.

Passado um ano desta redefinição interna percebemos que o tempo dos partidos de protesto acabou, em Arcos de Valdevez e em Portugal. Quem não perceber isto vai rapidamente transmutar-se de protestante para populista, com todos os perigos inerentes e que vamos conhecendo cada vez mais perto de nós. Actualmente, quem se apresenta aos eleitores está obrigado a mostrar em que é que o seu projecto é diferente e melhor que o vigente. É da maturidade da Democracia que se trata. Já não basta ser do “contra” para se ganhar o Poder. É preciso ser do “contra” mas ser consequente, construtivo.

Com estas certezas e o desígnio de construir uma alternativa credível com que possamos garantir um futuro para todos os arcuenses, iniciamos um processo de reforço de militância, rejuvenescendo o partido com mais 30% de militantes do que há um ano atrás. Pusemos Arcos de Valdevez no mapa da Política do PS, trazendo em várias iniciativas figuras nacionais como Torres Couto, Alberto Martins, António Mendonça Mendes e José Luís Carneiro. Iniciamos um processo de formação dos quadros eleitos essencial para preparar a oposição em cada assembleia de freguesia em que estamos representados. Constituímos Grupos de Trabalho com membros do partido e da sociedade civil sobre temáticas fundamentais para o futuro do Concelho: Educação e Juventude; e, Ambiente e Ruralidade. Procuramos conhecer as necessidades dos vários sectores económicos e sociais do concelho, intensificamos a presença junto dos arcuenses num trabalho de equipa entre a Comissão Política Concelhia, Freguesias, Vereadora Dora Brandão e Assembleia Municipal. Só assim foi possível apresentar propostas como a do Conselho Municipal da Juventude, Assembleia Municipal Jovem, Revisão do Plano Municipal do Ambiente, uma Nova Fórmula de Cálculo dos Apoios às Freguesias mais justa e equitativa, Redução da Taxa de Participação Variável do IRS para 2019, Redução de IMI, etc. Todas estas propostas foram pensadas e apresentadas com sofisticação e preparação. Após anos de batalha política conseguimos finalmente que o Orçamento Participativo Municipal, uma medida essencial para a participação cívica e independência dos cidadãos arcuenses, fosse incluída nos planos do executivo municipal. Só não veem a luz do dia mais propostas do PS porque o tacticismo de quem dirige o Concelho não permite que o PS tome a dianteira nas reformas.

Num concelho com elevada perda de população, falta de igualdade de oportunidades para os jovens e desequilíbrio no incentivo nas diversas áreas geográficas do concelho, os contributos do PS serão incontornáveis e iremos continuar a dá-los, independentemente de os louros das medidas não ficarem connosco. 

Para este novo ano de 2019 que agora se inicia, com eleições europeias à porta e eleições legislativas em Outubro, temos a certeza de continuar a construir um concelho com oportunidades justas para todos, mais inclusivo, mais dinâmico, com um Partido Socialista com que os arcuenses se identifiquem e no qual confiem os seus destinos. Estamos certos de que só assim, trabalhando para os arcuenses, conseguiremos Construir a Alternativa que Arcos de Valdevez merece.

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