Garantias dos trabalhadores e emprego estável: mais um mito deste governo

Temos ouvido o governo e os partidos que o sustentam embandeirar em arco a defesa dos trabalhadores, apresentando-se constantemente a brandir a bandeira dos direitos dos trabalhadores, da estabilidade do emprego e da importância da contratação coletiva como garante da estabilidade das relações de trabalho. Tudo isto em oposição ao governo anterior que, segundo eles, potenciava o trabalho precário e desprezava os direitos dos trabalhadores a um emprego estável por um posto de trabalho estável. Mais diziam, e dizem, que o governo anterior não permitia aos trabalhadores a realização dum projeto de vida por causa da incerteza em que viviam…

Todo este discurso é, sem dúvida, música para os ouvidos de qualquer português, só que ao olhar para a realidade imaginem a deceção das pessoas perante a realidade esmagadora dos números: HÁ MAIS 73 MIL PRECÁRIOS DO QUE NO ANO DA TROIKA.

Em 2018, quase 900 mil trabalhadores tinham vínculos laborais precários, em 2011 eram menos de 817 mil. Serviços lideram e as mulheres são as mais afetadas pela precariedade, o número de trabalhadores por conta de outrem com contratos de trabalho precários atingiu o valor mais alto desde 2011. Os dados não são meus, são do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística.

O INE também avança que, por género, as mulheres são as mais afetadas pelos contratos precários. Entre 2017 e 2018, registou-se um crescimento muito superior nos contratos a termo para as mulheres (4,2%) do que para os homens (0,3%), bem como nos contratos atípicos, que subiram mais de 6% para as mulheres e 3,1% para os homens.

Perante estes números fica bem patente que a preocupação do governo e dos partidos de extrema esquerda que o sustentam com os direitos dos trabalhadores e com a necessidade de serem criadas condições para a criação de um projeto de vida não passa disso mesmo: DISCURSO… E convém não esquecer que palavras leva-as o vento e o que fica é a dura realidade: A PRECARIDADE LABORAL NUNCA ESTEVE TÃO ALTA.

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