A missão do Jornal AVV e as sinergias (secretas) com significado

É certo que se aproxima um intenso período de festas, um pouco por todo o Alto Minho, mas é sempre tempo para celebrar e comemorar. À vida, aos bons momentos com amigos e família, às férias ou mesmo àquilo que se conquistou ao longo desta missão que nos impuseram depois de nascer, que é fazer com que a vida valha a pena.

O Jornal AVV comemora por isso, o facto de insistir e persistir no projecto que há cerca de um ano definiu: Criar informação isenta e um aliado na busca pela verdade, assumindo o seu território de acção como base de trabalho e elemento a promover.

No entanto, em nome da transparência que defendemos e queremos evidente, nem sempre é fácil fazer vingar e manter na vanguarda da informação (mesmo a nível local) um órgão de comunicação que, para manter o interesse aceso dos seus leitores, tem de primar pela exclusividade do seu trabalho. Tal como assumimos na primeira publicação editorial, continua a nortear-nos a vontade de fazer diferente, destacar o trabalho na nossa gente e noticiar o território arcuense.
Não viramos as costas aos nossos vizinhos nem à região, mas temos presente que Arcos de Valdevez merece, por si só, um órgão que olhe para o que acontece e o transmita ao mundo.

Mas num território de “baixa densidade”, como se apelidam, em contexto geopolítico, os municípios que estão fora dos grandes centros económicos e com menos gente, também a comunicação social se ressente com esta perda.
Um grande centro populacional gera mais acontecimentos mediático, mais interesse pela novidade e, consequentemente, mais profissionais da comunicação em busca pelo que é novo e possa interessar à comunidade.

No último ano marcamos a nossa presença, demos viva-voz aos protagonistas políticos, sociais e empresariais do concelho. Pelo meio, readaptamo-nos, ajustamos a equipa, aceitamos as desistências em respeito pela liberdade de cada indivíduo, mas nunca fechamos a porta a ninguém. O Jornal AVV tem espaço para todos aqueles que, sem incitar ao ódio ou à violência, tenham uma palavra a dizer sobre a sua comunidade.

Serve por isso este editorial para anunciar que estamos cá e pretendemos continuar. Estabelecemos parcerias e conhecemos gente e instituições válidas que, tal como nós, também lutam para que a baixa densidade de que se fala seja apenas uma forma de designação e não uma condição a que nos entregamos, resignados. Obviamente que nunca teremos a demografia dos grandes centros urbanos, por isso só aceitamos a discriminação enquanto território de baixa densidade se ela for positiva em termos de política de fixação de jovens. Nisso, assumimos o manifesto em nome da direita, da esquerda ou outro qualquer quadrante político em exercício em Arcos de Valdevez.

As nossas parcerias locais serão por isso o nosso melhor exemplo de sinergias – essa palavra tão ‘acarinhada’ nos discursos políticos, mas que aqui queremos que funcione realmente – entre meios que se podem entreajudar e completar na missão de informar o seu público.
Para esta missão, o Jornal AVV não deixará que a actualidade caia sem se saber primeiro. Desde já agradecemos o agradecimento aos parceiros que se associaram.

Voltaremos à regularidade que se impõe para a missão que assumimos no número zero do Jornal AVV e a este pequeno espaço de destaques – e até de desabafo, como parece este texto – assim a actualidade nos mereça a síntese.

Actualização: A quem tenha visto a primeira publicação deste texto, retiramos a referência a um dos nossos parceiros noticiosos arcuenses que, por sugestão, se viu ‘obrigado’ a não associar a imagem.
Oportuno para levamos em conta o título do genial e perspicaz filme francês: “Ah! Si j’étais riche”

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