Trabalhadoras do Minipreço em protesto contra despedimento ou transferência sem condições

Cerca de uma dezena de trabalhadoras da loja Minipreço de Monção, encerrada desde 30 de Junho, estão em protesto em frente à loja de Arcos de Valdevez da mesma cadeia de supermercados, para onde estarão a ser transferidas compulsivamente e sem qualquer garantia de direitos.

Segundo a Coordenadora do CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, Rosa Silva, após o encerramento da loja de Monção, a gestão do grupo DIA ter-se-á recusado a pagar os valores de indemnização por despedimento, oferecendo “apenas 40% do valor real da indemnização a que as trabalhadoras tem direito”, nem o fundo de desemprego “por já terem atingido a quota”.

Após a primeira proposta de transferência avançada, para Esposende, que as funcionárias contestaram, o grupo DIA avançou em alternativa a loja Minipreço ‘Family” de Arcos de Valdevez.

A coordenadora do CESP condena a atitude dos responsáveis do grupo DIA, que já terá feito saber, através de advogado, que “não está na disposição de pagar o montante previsto no artigo 366° do CT e que, contrariamente ao que se esperava, também não poderá conceder acesso ao subsídio de desemprego, justamente por não estarem reunidas as condições de reconhecimento de prejuízo sério”.

Neste processo de transferência não estão acauteladas as condições de transporte, face à inexistência de um serviço de transportes públicos entre Monção e Arcos de Valdevez que seja compatível com o horário de funcionamento das lojas, nem o pagamento das despesas por qualquer outro meio.

“Elas [as trabalhadoras] estão dispostas a aceitar o despedimento, mas com as condições a que têm direito. Há funcionárias com mais de 15 anos de casa, não vão aceitar as condições que lhes estão a propor”, frisou Rosa Silva, do CESP.
Com a manifestação reivindicativa, que decorreu hoje de manhã, as funcionárias e o sindicato estão em conversações com responsáveis e gestores de recursos humanos, para encontrar uma solução mais equilibrada.

ACTUALIZAÇÃO:

Trabalhadores não chegaram a acordo com o grupo DIA. Sindicato vai reunir com contencioso para expor horário proposto pelos responsáveis da retalhista internacional à Autoridade para as Condições do Trabalho. Horário rotativo entre as 7 e as 23 horas é incompatível com horário da rede de transportes Monção-Arcos de Valdevez, informou a este jornal a Coordenadora do CESP, Rosa Silva

Actualizado às 13h50, com informações prestadas pela Coordenadora CESP.