Quer uma Escola para viver ou fazer negócio? Veja se a da sua Freguesia está à venda!

O programa Repovoar Valdevez quer trazer nova dinâmica as antigas Escolas Primárias que outrora serviram a missão educativa das crianças um pouco por todas as aldeias e freguesias do país.
Alguns destes edifícios, propriedade dos municípios desde a década de 80 do século XX, foram reaproveitados enquanto sede de associações ou de Juntas de Freguesia, mas outros ficaram sem aproveitamento social, tornando-os devolutos com o passar dos anos.

Para reaproveitar o edificado e espaço adjacente, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vai colocar à venda, em hasta pública, 14 dos edifícios escolares sem aproveitamento após a concentração dos alunos do concelho nos centros escolares que hoje conhecemos.

Assim, no próximo dia 11 de Setembro, pelas 9h30, no Salão Nobre dos Paços do concelho, haverá leilão destas escolas, subdivididas em dois tipos de utilização.

A venda em leilão das escolas de Vilela Seca (Cabreiro), Selim (Couto), Mei, Portela, Aboim das Choças e S. Cosme e S. Damião, com preços base entre os 11 mil e os 17 mil euros – que representa uma redução para metade do valor de avaliação – destinam-se à fixação de jovens, com idades até 35 anos, naturais ou residentes em Arcos de Valdevez, que queiram adquirir o imóvel para habitação própria permanente.

Já as antigas escolas Primárias de Bouças Donas (Cabana Maior), Ferreiros (Gondoriz), Gração (S. Jorge), Ribeiro (Miranda), Torre (Rio Frio), Santa Cristina (Padreiro), S. Mamede (Senharei) e Vila Boa (Gondoriz) destinam-se a habitação e/ou instalação de actividades económicas, desde alojamento turístico, restauração e bebidas ou comércio.

Imagem do folheto da CMAV

Esta medida, com o lançamento deste primeiro leilão, pretende “dinamizar 14 Freguesias do concelho e criar condições para que se fixem pessoas, por residência ou negócios, e permitam alavancar o emprego, o turismo e o desenvolvimento económico”, notou o presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, ao Jornal AVV.

Sobre o grupo de seis escolas destinadas à habitação jovem, o autarca assegura que o valor base a apresentar em leilão foi reduzido “em metade”, incentivando assim a que “possam ser adquiridas por jovens com idades até aos 35 anos e que seja para constituir família ou agregado familiar”.
O edil arcuense indica ainda que, se esta primeira sessão de venda em hasta pública verificar boa aceitação da população, poderá ser lançado outro lote de propostas, mas ainda sem datas ou condições definidas.

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