O geleiras eles estão perto de um “pico de extinção”. Um novo estudo publicado na segunda-feira, 15 de dezembro, explica isso. da revista científica Natureza Mudanças Climáticassegundo o qual, dependendo dos diferentes cenários de aumento da temperatura média globalperderemos entre 2 e 4 mil geleiras todos os anos num futuro próximo. Isto de um total de aproximadamente 200 mil corpos glaciais presente hoje em todo o mundo.
O pico do desaparecimento das geleiras a partir de 2041
A análise indica que o ritmo será mais acentuado no próximo período entre 2041 e 2055. Daí o conceito de “pico” introduzido pelos autores da pesquisa, por meio do qual se faz soar um novo alarme para aqueles que hoje são considerados símbolos de crise climática.
Muitas vezes o estudo destas “fronteiras” do aquecimento global é realizado em termos de redução em seu volume. Desta vez, porém, o foco estava no número existente na superfície terrestre. “Saber quando e onde cada uma dessas geleiras irá desaparecer é particularmente importante”, explicou Lander Van Tricht, glaciologista do Politécnico de ZuriqueSuíça, e autor principal do artigo.
Quatro diferentes cenários de aquecimento global hipotetizados
Juntamente com os demais pesquisadores que conduziram a análise, o cientista modelou a evolução de todas as geleiras presentes no mundo, formulando a hipótese de sua evolução com base em quatro cenários diferentes em termos de aquecimento global. Ou seja, um aumento 1,5 graus, 2 graus, 2,7 graus ou 4 graus centígrados da temperatura média global, em comparação com os níveis pré-industriais.
Como você pode imaginar, a diferença entre as diferentes trajetórias levadas em consideração é gigantesca. Mas mesmo que se concretize a hipótese mais optimista, que prevê “apenas” 1,5 graus de aquecimento global, perderemos aproximadamente duas mil geleiras por ano no período de pico. Este número duplicará para quatro mil glaciares por ano no caso de um aumento para +4 graus centígrados.
Estamos a falar de valores significativamente superiores aos actuais: hoje desaparecem entre 750 e 800 geleiras todos os anos. Onde “desaparecimento” significa uma redução na massa de um menos de 0,01 quilômetros quadradosou uma perda de 99% do volume total.
As piores situações nos Alpes, no Cáucaso, nos Andes tropicais e no norte da Ásia
Deve-se sublinhar que o pico também varia muito devido às diferentes áreas geográficas: quem mais sofre as consequências das alterações climáticas são os glaciares mais pequenos, como os do Cáucaso, dos Andes tropicais ou do norte da Ásia. Mas mesmo aqueles que estão presentes nos Alpes estarão entre os primeiros a desaparecer. Legambiente, entre 17 de agosto e 2 de setembro, deu vida à sexta edição do Caravana glaciarviajando pelos Alpes com cinco etapas na Suíça, Lombardia, Alto Adige, Alemanha e Piemonte.
“Devido ao aquecimento global – explica a associação ecológica – os glaciares alpinos estão a diminuir visivelmente. Em 2050, todos os corpos glaciares abaixo 3.500 metros acima do nível do mar eles terão desaparecido. Um fenômeno preocupante que está ocorrendo em todo o mundo. O rápido recuo das frentes glaciais não envolve apenas a perda de paisagens fascinantes e biodiversidade mas equivale ao desaparecimento de importantes reservas de água doce e fundamentos serviços ecossistêmicos. Além disso, à medida que o permafrost se degrada, causa instabilidade nas encostas com sérios riscos para as infra-estruturas de grande altitude.”
Pelo contrário, os glaciares que resistirão por mais tempo são os presentes na Gronelândia, nas Ilhas Svalbard, na Rússia e na porção norte do Canadá.
Ainda podemos salvar 50% das geleiras do mundo
O estudo publicado pela Nature Climate Change, porém, não representa apenas a certificação de um desastre anunciado. Também é um aviso para agirpois ainda temos tempo de evitar o pior. Se mantivermos o aquecimento global em +1,5 graus, seremos capazes de salvar cerca de metade dos glaciares existentes. Enquanto nas hipóteses de +2,7 e +4 graus a participação diminuiria para 20 e 10 por cento respectivamente.